Trabalho e Renda

Trabalho digno, renda e tempo para viver: pelo fim da escala 6×1

Uma das coisas que mais escuto e percebo em meu trabalho aqui em Belo Horizonte, seja como pastora, seja como psicóloga ou como empreendedora, é sobre a exaustão. Como nos desenvolver sob constante pressão e com uma renda curta? Como sonhar um futuro melhor sem tempo sequer para cuidar dos filhos?  Hoje venho refletir aqui sobre isso em uma perspectiva teológica, pois preciso deixar claro que sou evangélica e defendo o fim da escala 6×1.

Quem trabalha precisa ter direito a viver.

Jesus disse: “vinde a mim todos os que estão cansados e oprimidos, eu vos aliviarei”, e eu levo isso muito a sério. Ele não nos quer esgotados e explorados, pois o plano de Deus para nós é o de uma vida abundante, uma vida de liberdade. Trabalhar seis dias e descansar um não é liberdade. É entregar quase toda a semana ao patrão e receber de volta um único dia para lavar roupa, cuidar da casa, acompanhar os filhos, visitar a família, ir ao médico, estudar, resolver pendências e, quando ainda resta força, tentar existir.

A escala 6×1 transforma o descanso em um intervalo mínimo para que o trabalhador consiga voltar a produzir. Ela rouba o tempo da convivência, da comunidade, da fé, do cuidado, do lazer e da própria saúde. E depois ainda chama essa exaustão de responsabilidade, mérito e compromisso.

Mas o nosso Deus é o Deus que descansou. Deus quer vida, e vida em abundância. Não uma abundância reservada para poucos, para quem lucra com o suor dos outros, mas vida boa, vida digna, vida possível para todo mundo.

Defender o fim da escala 6×1 é defender a família. É defender que mães tenham tempo com seus filhos, que trabalhadores possam estudar, que jovens possam sonhar, que pessoas possam ter a sua fé, ir à praça, ao campo, ao médico, à roda de conversa e à casa de quem amam. É defender que o trabalho sustente a vida, e não que a vida seja trabalho. 

Nós precisamos parar de chamar de normal aquilo que está adoecendo tanta gente em silêncio. Ninguém foi criado para viver de folga em folga, esperando um único dia para lembrar que também é gente. Descanso é justiça. Vida digna e próspera para todo mundo também é o projeto de Deus.

Prosperidade precisa chegar a todos

Um dos principais eixos da minha pré-candidatura é a prosperidade. É muito importante para mim defender que a prosperidade seja coletiva, que ela não fique na mão de meia dúzia de pessoas, mas que chegue também nas periferias. Quando uma família tem renda, tempo e condições de viver com segurança, toda a comunidade cresce junto. Para isso, eu defendo melhores condições para empreender, defendo a renda básica universal ampliando o Bolsa Família e também o investimento no empreendedorismo periférico. Mas é preciso lembrar, que a prosperidade vai além do dinheiro. Ter prosperidade também é ter tempo, e é por isso que lutar pela prosperidade de Minas tem que ser também lutar pelo fim da escala 6×1. 

Esta é a minha missão. Quero convidar você para somar nessa caminhada, porque o futuro que a gente quer não cai do céu, a gente constrói com as próprias mãos. Acompanhe a nossa trajetória e vem construir comigo!